História

A Madalena é a mais populosa freguesia da ilha do Pico e a que possui maior dinamismo económico, com uma área de 32,95 quilómetros quadrados, confrontando com as Bandeiras, a norte, e com a Criação Velha, a sul.

Inicialmente conhecida por “Lugar dos Ilhéus”, a sua colonização, anterior a 1542, iniciou-se pela Areia Larga, onde se instalou uma colónia de pescadores, que aí edificaram as primeiras habitações de colmo, ainda durante a primeira metade do século XV.

Com uma colonização tardia, só a 8 de março de 1723, D. João V emitia a carta régia que viria a transformar, a então, povoação da Madalena em Vila, refletindo o pujante crescimento económico, financeiro e demográfico, que se vivia, no primeiro quartel do século XVIII, na freguesia, fruto da exportação do famigerado vinho do Pico para os quatro cantos do mundo. 

Com efeito, a vitivinicultura é ainda hoje uma das principais atividades económicas da freguesia, tal como a agricultura, a pecuária, a indústria de conservas e a pesca, contribuindo para o grande desenvolvimento económico da Madalena, que tem ainda registado um fortíssimo crescimento turístico.

Ladeada por idílicas paisagens, a freguesia beneficia de uma posição geográfica estratégica, sendo por excelência a porta de entrada dos milhares de turistas que anualmente visitam a ilha, deliciando-se com o seu riquíssimo património histórico, cultural e natural, destacando-se a Igreja Matriz da Madalena, construída no século XVI; os Impérios do Espírito Santo da Madalena, do Valverde, do Cabo Branco e das Sete Cidades; os Paços do Concelho, o único edifício público existente na ilha, no século XVIII; a casa do Capitão-Mor; a casa conventual dos Jesuítas; a casa conventual das Carmelitas, onde funciona atualmente o Museu do Vinho; os solares do Verdelho, dos séculos XVIII e XIX; os Maroiços, nos lugares do Valverde e das Bicadas, e as zonas de veraneio ao longo de toda a orla marítima.